Maratonando Desafio Infinito


Maratonando:  Desafio Infinito, por Diony

Second post da categoria maratonando, agora um pouco mais ocidental. Venho por meio desse veículo nerd, trazer uma história interessante passada pelos heróis da “Casa de Ideias” no cosmos, trazida por Jim Starlin nos argumentos e nos desenhos pelo sempre competente George Perez.

A épica história cósmica da Marvel meio que caiu em minhas mãos por uma sorte danada, quando em um brick aqui em POA, naquelas fantásticas caixas de fruta de supermercado cheias de HQ’s  por 1,00 real , vi a revista com Thanos na capa, e quando abri suas páginas me deparei com uma quantidade enorme de heróis e entidades cósmicas da Marvel, decidi apostar meus investimentos nela. Por muito tempo só tive a segunda parte dessa saga, porém depois de uns 3 ou 4 anos encontrei a primeira e a terceira parte dessa joça em um sebo nas entranhas profundas da cidade do Rio de Janeiro, situação pra lá de tensa…

Esta história é divida em três partes, ou três tomos para soar mais épico, em um arco que futuramente ainda renderia outras três continuações, a Guerra Infinita, Cruzada Infinita e por fim o Abismo Infinito, todos com a melhor criação de Starlin na opinião deste nerd: O Titã Louco, Thanos.  No Desafio Infinito, lançado aqui no Brasil em 1991, depois de uma boa parte daquelas revistas Super Aventuras Marvel trazer como Thanos consegue as Jóias Espirituais, mesmo com a perseguição de quatro seres poderosos: o implacável ser criado para ser seu nêmeses, Drax, o destruidor; o ex-arauto de Galactus que domina o poder cósmico, Surfista Prateado;  o pai do Titã louco, Mentor; e seu irmão Starfox (que na época havia uma tradução utilizada como Eros, por sua ligação com o poder de interferir nas emoções de qualquer ser vivo ).


O titã consegue agremiar todas Jóias Espirituais em uma manopla (uma luva estilosa pra ser mais exato), cada uma com um poder ( Mente, Poder, Alma, Espaço e Tempo ), para poder “agradar” nada mais nada menos que a própria Morte, pois de acordo com a poderosa entidade, havia muita vida no universo e deveria ser feito algo para balancear a vida e a morte. Thanos, sem pestanejar, para agradar a sua amante (agora entendem por que louco?) decide matar (sim vê se pode) metade do universo, e o faz com o auxílio da Manopla do infinito.

E é neste imbróglio cósmico que acontece a estimada aventura. Adam Warlock, um enigmático ser, também criado por Starlin, decide unir seus Gamora, ex-serva de Thanos e PiP, o Troll, para conseguir montar uma tropa de combate com os heróis da terra, tendo Vingadores (como Capitão América, Thor, Homem de Ferro), X-mens ( Ciclope e Wolverine), Defensores ( Hulk, Doutor Estranho, Namor) entre outros heróis mais independentes como Manto, Homem Aranha, Quasar, Nova, e mais alguns heróis que não haviam sido mortos pelo desejo do então onipotente Thanos e que tivessem alguma relevância de poder ou tático para a empreitada maluca,um verdadeiro desafio.

A empreitada na primeira investida contra Thanos se mostra fracassada, mesmo com a grande quantidade de heróis, mais a ajuda do Surfista Prateado e Drax na contenda, em uma batalha épica ( sendo que Thanos só utiliza a joia do Poder para o combate ficar “mais justo”, na tentativa de agradar Morte, que se sentia ultrajada por um mortal tornar-se mais poderosos que ela) no qual há momentos intensos como a morte de vários heróis nas mais ousadas e criativas (por que não dementes) do titã. Porém, aquela batalha se mostra um engodo de Adam Warlock para sim conseguir um estratagema mais ousado e perigoso, utilizar entidades cósmicas contra Thanos, numa batalha que poderia implicar no fim do universo, para você ter uma noção de que entidades eu falo, estavam Eternidade, Galactus, dois celetiais sendo um o The Big One, Cronos, entre outros… Toda essa confusão acaba com na terceira parte em com grandes supresas…

Me empolguei, porém não revelei nenhum spoiler essencial para a história. Agora é hora de falar dos personagens. Em HQ’s tudo depende de quem está no controle da coisa, e a dupla desta saga com certeza ajuda na boa qualidade do desenvolvimento da história. Confesso que no fim já não imaginava alguma saída cabível para a solução do problema com Thanos, porém a dupla se mostra afinada nas reviravoltas, ainda mais em uma saga cósmica onde a imaginação é algo muito importante para desenvolver cenários e batalhas que envolvem todo universo (literalmente), os desenhos detalhistas de Perez se mostram eficazes, ainda mais que naquela época o desenhista estava em seu auge, pois havia completado sua trajetória na revista do Novos Titãs na DC e escrevia as aventuras dos Vingadores na época de Desafio Infinit.

Não sei se foi coincidência ou não, mas os melhores personagens da minissérie com certeza são Thanos e Adam Warlock, criações de Starlin, pois são os únicos personagens na história que é possível ver um desenvolvimento de suas ambições e tensões, pois o “resto” dos participantes estão mais envolvidos em porrada e estratégias diante do fim do universo do que as defesas filosóficas dos dois personagens “Stalinianos”, aliás, ver Thanos filosofar sobre a vida é algo raro e só nessa história se poderá ver ele mostrando o quanto é um dos maiores personagens da Marvel.

Assim, fica a dica para encarar um desafio de proporções cósmicas nos confins do cosmo pela existência do universo 616.

 

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